Síndrome do Ninho Vazio, você já sentiu isso?

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Olá amigas, esse tema que vamos abordar agora, acho de suma importância. Nem sempre estamos preparadas para ver o filho ir embora de casa, seja para cursar uma universidade, seja para fazer um intercâmbio, ou um casamento. Vivemos num mundo onde o cuidado com os filhos ficaram mais e mais minuciosos, pelo simples fato que, a violência anda solta por aí.

Lembro que quando eu era criança, não tão pequena, eu ia a pé para a escola, com os coleguinhas. Hoje deixamos o filho na porta da escola e esperamos no carro, até vê-los a salvo, lá dentro!

Confesso, que quando a minha filha mais velha, Marcella, foi morar em São Paulo, há 4 anos atrás, eu senti muito, e até hoje, quando ela fica mais tempo que um final de semana, quando ela vai eu choro. Ela tem a alegria de ocupar todos os espaços da casa, faz uma bagunça… hahaha, e quando parte, eu quase morro!

Ano que vem, será q vez da caçula, que é muito mais grudada a mim, só quero ver. Mas, estou me preparando desde já! Creio que com a ajuda de Deus vou vencer mais esta etapa!

Agora um texto bem legal sobre esta síndrome, vale a pena ler!

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Para aqueles que vão, uma nova experiência. Para os que ficam, não apenas uma fase de transição e readaptação, e sim o começo de um momento nem sempre desejado ou aceito com tranquilidade. Em algumas situações, a saída de casa por parte dos filhos mostra uma separação dolorosa, sendo refletida, sobretudo na figura da mãe, sob os aspectos da Síndrome do ninho vazio.
Curiosos no nome, a comportamento é real e provoca uma mudança significativa na vida dos envolvidos. A Síndrome do ninho vazio é caracterizada por sintomas afetivo-emocionais do luto relativo ao término do papel de cuidadores diários dos filhos. Pai e mãe sentem essa tristeza de maneira semelhante, no entanto, o pai costuma lidar melhor com o problema em função de sua rotina. Nestes casos, os indícios mais comuns são a tristeza, a solidão e a desorientação. Em casos mais graves, a Síndrome evolui para um quadro de depressão e desenvolvimento de doenças até mesmo crônicas, como a fibromialgia – responsável pelo surgimento de dores em diversas partes do corpo, manifestando-se especialmente nas articulações. O transtorno pode provocar também a fadiga, o sono irregular, a cefaléia, além de distúrbios psicológicos e emocionais.

Naturalmente, os pais mais sensíveis são os que mais sofrem quando um filho sai de casa. Em situações como essa, o mais indicado por especialistas é o acompanhamento psicológico a fim de minimizar os efeitos do sofrimento. Não há como evita-la, pois as relações entre pais e filhos são construídas ao longo de anos e todos vão sentir as mudanças que atingem esse relacionamento.

A dificuldade em aceitar este novo momento pode fazer também com que o problema dure mais tempo e prejudique outras áreas da vida dos pais, como o trabalho e as relações sociais. Assim, é mais que necessário compreender que, da mesma maneira que um dia eles próprios saíram da casa dos de seus pais e trilharam seus objetivos, os filhos também têm o mesmo direito. Normalmente, a Síndrome do ninho vazio é passageira, mas algumas pessoas não conseguem lidar com o sentimento de perda.

Encarar a dor e o sofrimento é o primeiro passo para que este processo não se torne uma constante. Um psicólogo deve avaliar os sintomas aliados às circunstâncias da vida no paciente naquele período. Caso haja necessidade, o tratamento psicoterápico é o mais indicado e, nos casos mais complexos, o auxílio de um psiquiatra é de grande valia.
Ao passo que uma grande mudança como essa exige novas perspectivas, os pais precisam e devem criar um novo planejamento para ocupar a mente e buscar atividades que proporcionem prazer ao casal. Uma nova lua de mel, a prática de um novo exercício físico ou o início de um curso no qual o indivíduo sempre quis fazer, mas não dispunha de tempo em função do filho, são apenas algumas das opções disponíveis para driblar a Síndrome que, inclusive, tem cura.
A saída dos filhos de casa não é um evento repentino, por isso existe a possibilidade de nos prepararmos e nos planejarmos para isso. Essa falta dos filhos em casa pode ser suprida por algumas atividades prazerosas. O sentimento de perda é muito difícil, mas há maneiras de minimizar isso.
Dicas para enfrentar a Síndrome do Vazio

A sensação de carência afetiva e de perda do sentido da vida quando os filhos “batem asas” é chamada de síndrome do ninho vazio. Ainda que não seja algo muito fácil de vivenciar, veja como é possível encarar essa etapa da vida com menos sofrimento:

* Seja flexível diante das naturais mudanças da vida, preparando se sempre para o novo.
* Jamais responsabilize apenas seus filhos por sua felicidade.
* Cuidado com o sentimento de autopiedade, que inconscientemente, pode nos levar a adoecer só para chamar a atenção dos filhos.
* Adote um animal de estimação, que vai ocupar seu tempo ocioso e lhe encher de carinho e atenção.
* Busque sua realização pessoal naquelas atividade que desempenhava antes da chegada dos filhos (artesanato, cursos, etc.) ou mesmo naquilo que você sempre sonhou em fazer, mas não teve chance até agora.
* Reaqueça antigas amizades, aproveitando a oportunidade para se distrair mais.
* Faça trabalhos voluntário, que vão dar novo sentido à sua vida, despertando sentimentos de autovalorização e solidariedade.
* Aproveite com seus filhos a jornada que escolheram para que eles se sintam livres e evitem futuras mágoas.

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1 Comment
  • Ana Roque Girardelli
    abril 14, 2015

    É a pura verdade ..

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