Etiqueta não é frescura!

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Quem não gosta de estar ao lado de pessoas bem educadas? Pessoas que sabem se portar bem à mesa, ou onde quer que seja. Ouvir as palavrinhas mágicas por favor, com licença, obrigada, estão raras no mundo de hoje. Atendendo a pedidos, vai aí uma matéria bem legal sobre etiqueta e bom comportamento. Enjoy!

mesa

Saber se portar diante de uma mesa bem posta manuseando corretamente talheres e copos, sentar cruzando as pernas com charme e elegância ou ainda, equilibrar um livro na cabeça para obter uma postura de princesa, não são cenas de um filme antigo.

Nada disso é incomum ou descabido se pensarmos em regras de etiqueta e bom comportamento. Isso ainda existe e os cursos que ensinam a arte da etiqueta social estão em alta no mercado.

Entretanto, o mundo globalizado provocou algumas alterações na forma e no conteúdo oferecido pelas mais tradicionais escolas de boas maneiras. Hoje a intenção vai além de vender apenas uma preparação para quem deseja ser elegante ou almeja escalar o pico da alta sociedade.

Com a mudança no perfil econômico do brasileiro, veio também a necessidade de adaptação de novos profissionais, que melhoraram de vida e passaram a ter de frequentar círculos sociais diferentes dos que estavam acostumados. Hoje, etiqueta é uma área com diversas segmentações, que atendem desde a necessidade de um executivo que deseja aprender a fazer apresentações da forma mais bem vista até a de jovens que quererem ingressar no mercado de trabalho e precisam de dicas de como se comportar durante determinadas entrevistas de emprego.

Entre 1996 e 2010, o brasileiro viu sua renda per capita aumentar de US$ 5 mil para US$ 10 mil. Com a mudança significativa, muitos deram verdadeiros saltos de qualidade de vida, e a educação passou a ser um assunto mais importante dentro das famílias que ascendem socialmente.

Essa ascensão foi constatada por pesquisa divulgada pelo Observador Brasil 2011, executada pelo instituto Ipsos Public Affairs. De acordo com os dados fornecidos, só em 2010 quase 31 milhões de brasileiros mudaram de classe social. Cerca de 19 milhões saíram das classes D e E, e pularam para a classe C. Quase 12 milhões de pessoas deixaram a classe C passando a pertencer às classes A e B, de maior poder aquisitivo.

Vele esclarecer, que mesmo diante de tantos dados técnicos, é unanime a afirmação que elegância e atitude responsável são sinônimos. Não basta mudar o status da movimentação bancária, nem a marca do carro, muito menos cobrir-se de etiquetas famosas para pertencer de fato à classe A, consumismo e deslumbramento são características gritantes de quem apenas ganhou dinheiro e deixou o mais importante em segundo plano.

É inaceitável que algumas regras básicas e simples de convivência diária não sejam lembradas como um “bom dia”, “com licença”, “por favor”. Exercer a boa educação pode, deve e precisa acontecer a todo momento, seja na  garagem do prédio, na fila do banco, no almoço com as amigas, no trabalho, com o chefe ou com a faxineira. O primeiro passo para isso é começarmos nos despir do individualismo, ter consciência que não estamos sozinhos no mundo e que se quisermos viver melhor precisamos promover mais gentilezas para obtê-las naturalmente.

Precisamos começar a valorizar a educação, as boas maneiras e isso começa em casa! Temos que ensinar nossos filhos a achar bonito gente educada, requintada. As meninas precisam começar a valorizar aqueles meninos que abrem as portas dos carros, que puxam as cadeiras e que são gentis de forma geral. Essas atitudes não indicam falta de masculinidade, indicam sim boa educação, docilidade, calma e respeito. Da mesma forma, os meninos precisam observar as meninas que sabem como se comportar, a educação também revela muita coisa quando estamos conhecendo alguém.

Ser educado está em alta, faz toda a diferença e muito mais do que antes,  etiqueta não é frescura!

etiqueta no mundo moderno

cavalheirismo

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